Alimentos anti-estresse combatem a depressão e a ansiedade.

Conheça algumas opções capazes de melhorar seu ânimo e vitalidade.

Mulheres que são mães, donas de casa e profissionais, tudo ao mesmo tempo. Homens bem sucedidos e que praticam esportes como atletas. Crianças que além das provas, ainda possuem muitas atividades após as aulas. Adolescentes em fase de vestibular. Com essa vida corrida é inevitável sentir os efeitos da pressão. No entanto, existem maneiras de amenizar estes sintomas. Que tal aliviar o stress através da alimentação? Existem alguns alimentos que podem ajudá-lo! 

Alface: substâncias encontradas principalmente nos talos das folhas como a lactucina e lactucerina, atuam como calmantes naturais. 

Espinafre e brócolis: previnem a depressão. Contêm potássio e ácido fólico, importantes para o bom funcionamento das células, assim como o magnésio, o fosfato e às vitaminas A e C e ao Complexo B, que garantem o bom funcionamento do sistema nervoso. 



Peixes e frutos do mar: diminuem o cansaço e a ansiedade, pois contêm zinco e selênio, que agem diretamente no cérebro. Cereais integrais e chocolate (com moderação) também são ótimas fontes de zinco. O selênio também pode ser encontrado no atum enlatado e na carne de peru. 


Laranja: promove o melhor funcionamento do sistema nervoso. É um ótimo relaxante muscular, ajuda a combater o estresse e prevenir a fadiga. A fruta é rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do Complexo B. A ingestão de vitamina C inibe a liberação de cortisol, principal hormônio relacionado ao estresse no corpo. 
Castanha-do-pará: melhora sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. Também é rica em selênio, um poderoso agente antioxidante. Uma unidade ao dia já fornece a quantia diária recomendada de 350 mg. 


Alimentos ricos em vitaminas do complexo B: Quando o estresse está presente, o corpo utiliza a glicose desordenadamente, consumindo então as proteínas do músculo como fonte de energia. O ideal então é se alimentar de alimentos ricos em carboidrato e complexos e uma dose extra de proteína magra como: leite em pó, queijo minas, amêndoas e carne que contém vitamina B12; ovo, leite, banana, aveia, batata, ricos em vitamina B6. 



Maracujá: Ao contrário do que diz a crença popular, a fruta não é calmante, mas sim suas folhas. As folhas contêm alcaloides e flavonoides  substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC), o conjunto do cérebro com a medula espinal, responsável pela sensibilidade e pela consciência. Por isso, elas atuam como analgésicos e relaxantes musculares. 



 


 Entenda a diferença entre depressão e tristeza!

Os sintomas da doença podem aparecer ou desaparecer de maneira sutil e quase imperceptível!

A doença do século, muitos vezes é confundida com um sentimento de tristeza, e entender as diferenças é fundamental para o diagnóstico precoce.
É só tristeza? 
A tristeza é um sentimento momentâneo, considerado saudável e até importante pelos médicos. Ajuda na elaboração das perdas, ou sofrimentos ocasionais. As pessoas atingidas pela ocorrência de perdas, do emprego ou de entes queridos, atravessam uma fase de sofrimento e angústia, que pode se prolongar por um determinado período de tempo (cerca de 2 meses), mas esse quadro vai se atenuando e paulatinamente a vida vai retomando o ritmo normal. 

Agora, se a tristeza não passa, e começam a surgir sentimentos de apatia, indiferença, desesperança, falta de perspectivas ou prazer pela vida, saiba que esse é um sintoma claro de depressão. Os sintomas podem aparecer ou desaparecer de maneira sutil e quase imperceptível, mas é importante saber que eles podem voltar. A depressão é doença séria e assim deve ser tratada.


Os riscos da depressão:
 

Em primeiro lugar, depressão não é um estado de tristeza profunda nem desânimo, preguiça, estresse ou mau humor. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Mesmo assim, podemos considerar a depressão como natural período de transição. São tempos de mudanças e crescimento, épocas que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de evolução.
O que é depressão

Para entendermos melhor essa diversidade de sintomas depressivos, vamos considerar que, entre as pessoas, a depressão seria como uma bebedeira geral, onde cada pessoa alcoolizada ficasse de um jeito: uns alegres, outros tristes, irritados, engraçados, dorminhocos, libertinos... A única coisa que todos teriam em comum é o fato de estarem sob efeito do álcool, todos estariam tontos, com os reflexos diminuídos, etc. Na depressão também. Cada personalidade se manifestará de uma maneira.
Na verdade, ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.


Pode ser leve, moderada ou grave 
depressão encontra-se classificada no Grupo das Doenças Afetivas, ou seja, aquelas que tem uma evolução cíclica, em que se alternam períodos depressivos com fases de absoluta sanidade. Ao contrário do que se possa pensar, essa não é uma doença moderna. Hipócrates, considerado o pai da Medicina, descreveu seis doenças mentais, dentre elas a depressão, há aproximadamente 400 AC. 

Os sintomas podem se manifestar de uma forma branda, e é comum o paciente procurar um clínico-geral, acreditando estar com falta de vitaminas ou alguma doença mais grave. Outros, simplesmente acreditam ser apenas mais uma "fase ruim" e não procuram ajuda, agravando ainda mais o problema. Indivíduos apresentando quadros leves, raramente procuram  tratamento.


Ao falarmos sobre a tristeza, precisamos definir os tópicos que distinguem este sentimento da depressão.

- A tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza. É a ausência de satisfação pessoal quando o indivíduo se depara com sua fragilidade.

- A depressão é a raiva e a vingança digerida na pessoa. Na prática, é uma tentativa de devolver para os outros, o que existe de pior em si.

- A tristeza não chega aos limites citados na situação depressiva. Pelo contrário, é uma ferramenta valiosa para avaliação das metas de vida. Na infância, o modo de encarar a tristeza será definitivo para estabelecer a personalidade adulta. 

- A tristeza é a recusa. A dificuldade em aceitar o "não" torna-se desmotivante e abala a auto-estima. Por outro lado, a rejeição e a incapacidade frente a alguns obstáculos leva a quadros mais sérios e profundos da tristeza. 


Agora que já sabe sobre a diferença da tristeza e depressão, evite rotular ou mesmo se auto-depreciar com pequenos problemas do cotidiano.  


Lei Seca, ressaca e bombom de licor; tire dúvidas sobre o álcool!

Beber um drinque ainda rende muitas dúvidas, ainda mais depois que o Conselho Nacional de Trânsito tornou a Lei Seca mais rígida


Fazer gargarejo com enxaguante bucal acusa no bafômetro? É verdade que existem alimentos capazes de “curar” a ressaca? Qual é a quantidade máxima de álcool que pode ser ingerida diariamente? Sair para tomar um drinque ou uma noite para afogar as mágoas ainda rendem muitas dúvidas, ainda mais depois que o Conselho Nacional de Trânsito publicou a nova resolução que torna a Lei Seca mais rígida para os motoristas.

De acordo com as novas regras, o limite para que o condutor não seja multado passa de 0,1 miligramas de álcool para 0,05. Além disso, antes os exames de sangue poderiam acusar até 2 decigramas de álcool, mas agora nenhuma quantidade será tolerada. Para os infratores, a multa considerada gravíssima custa R$ 1.915,40.
Antes de pular Carnaval e cair na folia, vale a pena saber os limites da nova lei e, claro, também do próprio corpo. Por isso, o Terra conversou com da hepatologista Débora Dourado, do Hospital e Maternidade São Luiz, e com a nutricionista Tereza Cibella, da Consultoria Equilibrium, para tirar as principais dúvidas sobre o consumo de bebidas alcoólicas. Confira a seguir.
 
Qual é a quantidade máxima de álcool que se pode ingerir diariamente? 

A quantidade varia dependendo do sexo. De acordo com Débora, as mulheres podem consumir 40 g de álcool por dia, enquanto para os homens esse número sobe para 80 g. “Uma lata de cerveja tem 4% de teor alcoólico, enquanto um uísque tem de 40 a 50% - 100 ml de uísque equivalem a 40 g de álcool. Sendo assim, a mulher e o homem podem, respectivamente, tomar cinco e oito doses de uísque por semana sem que isso interfira significantemente na sua saúde”, explica a hepatologista. Vale lembrar que essa quantidade deve ser dividida durante os sete dias, e não consumida de uma vez só.

 
O único órgão afetado pela bebida é o fígado?
Diferentemente do muitas pessoas pensam, o fígado não é o único afetado pela bebida alcoólica. “Muito antes de atingir o fígado, o álcool age no sistema nervoso central e no cérebro, provocando alteração na consciência, euforia inicial e depressão. Em longo prazo, afeta também os nervos periféricos, causando neuropatias”, detalha Débora.
Por que é melhor beber de estômago cheio?
Quem já bebeu depois de algumas horas sem comer sabe que a experiência pode trazer consequências desagradáveis. De acordo com Tereza, isso acontece porque beber com o estômago vazio acelera e intensifica a absorção do álcool. “A ingestão de bebidas alcoólicas juntamente com alimento diminui essa absorção pelo organismo. É sempre recomendado consumir algo antes, durante e depois de consumir álcool. Evite alimentos com gordura e excesso de sal”, aconselha a nutricionista


É verdade que os fermentados são menos agressivos ao organismo que os destilados? 
Sim. Isso acontece porque os fermentados tem uma concentração menor de álcool. “As bebidas fermentadas, como a cerveja e o vinho, têm no máximo 18% de álcool, enquanto as destiladas podem atingir até 70%”, explica Tereza.

A mistura entre fermentados e destilados deixa bêbado mais rápido?
Pode parecer que sim, mas a mistura de bebidas não influencia na velocidade da embriaguez. “Não é a mistura que deixa a pessoa bêbada, mas sim a quantidade de álcool ingerida. Quem toma duas cervejas e depois consome uma dose de uísque ficará bêbado mais rápido do que quem só bebe cerveja, devido à unidade consumida”, justifica a hepatologista do Hospital São Luiz.
Alguns alimentos, como o bombom de licor, podem alterar o resultado do bafômetro. A quantidade de álcool presente no doce é suficiente para causar alterações na corrente sanguínea?

Não. Para quem fica receoso em ter problemas com a Lei Seca após comer um bombom de licor, saiba que o doce deixa de ser acusado no bafômetro entre 10 e 20 minutos após consumido. Além disso, a quantidade de álcool também não causa alterações no organismo, já que, de acordo com Débora, é rapidamente absorvida e não afeta o funcionamento das células nervosas.


Mesmo sem ser ingeridos, enxaguantes bucais também podem causar alteração no bafômetro. Por que isso acontece?
De fato, os enxaguantes bucais podem causar alterações no bafômetro, mas isso só pode ser constatado pouco tempo após o uso, assim como o bombom de licor. “Isso acontece pois o álcool presente no enxaguante bucal é umas das formas de eliminar as bactérias presentes na via oral, ficando presente tempo suficiente para ter ação eficiente e evaporando depois de alguns minutos”, disse Tereza. 
Por que algumas pessoas têm amnésia alcoólica?
O álcool não causa o mesmo efeito em todos os seus consumidores. “O organismo de alguns indivíduos é mais suscetível aos efeitos das substâncias tóxicas do álcool no cérebro. Todos os efeitos causados pelo álcool variam de pessoa para pessoa. Uns ficam mais extrovertidos, outros ficam mais agressivos, outros choram”, explica Débora.
 
Existem alimentos que ajudam a curar a ressaca? 
De acordo com as especialistas, o mais indicado parar “curar” ressaca é manter-se hidratado. “O ideal é consumir bastante água, água de coco e sucos naturais que ajudam a limpar o organismo. Os alimentos devem ser leves e de fácil absorção, como frutas e cereais integrais. Verduras e legumes também são ótimas opções, como pepino, cenoura, alcachofra, couve-flor, espinafre, couve e acelga”, recomenda a nutricionista.




Acompanhamentos evitam que churrasco pese no estômago!


Garantia de curtição entre amigos nos finais de semana de verão, o churrasco pode ser uma faca de dois gumes. Fonte de vitaminas e ferro, a carne assada no espeto também pesa no estômago, especialmente em quem exagera na porção. Isso ocorre em razão do longo processo digestivo do alimento, que dura até seis horas. Mas nem por isso o encontro em volta da churrasqueira precisa ser cancelado. Tão saborosos quanto a carne, os acompanhamento podem ser a salvação para evitar o desconforto.
Por esse motivo, é importante escolher bem as comidas servidas junto ao churrasquinho. Alimentos leves são ideais para driblar a sensação de estômago estufado. “Salada nunca deve faltar, pois é rica em fibras”, alerta Roseli Rossi, nutricionista da Clínica Equilíbrio Nutricional, de São Paulo. Essas substâncias encontradas no agrião, alface, nabo, cebola crua, tomate e na cenoura melhoram o funcionamento estomacal.

Para quem gosta de juntar no mesmo prato carne vermelha e abacaxi, ou mesmo comê-lo como sobremesa, a notícia é boa: esse hábito é benéfico. “Abacaxi contém bromelina, uma enzima que ajuda a digerir as proteínas da carne” explica Roseli. Com efeito semelhante, outra fruta que merece destaque na mesa é o mamão papaia, em razão da concentração de papaína, enzima com potencial digestivo.

Além das saladas e das frutas, a bebida também é capaz de afastar o fantasma do estômago cheio. “Suco de limão é ideal para acompanhar o churrasco, pois é digestivo”, afirma Ana Paula Souza, nutricionista da Clínica de Nutrição Santé, de Maringá (PR).
 
Vilões do bem-estar.


Apesar de comuns no churrasco do brasileiro, alguns acompanhamentos são grandes vilões do bem-estar. Alimentos ricos em carboidrato e cálcio estão no topo da lista dos que precisam ser maneirados. “Pão, batata palha, batata frita e carboidratos em geral não são indicados porque atrapalham a digestão da carne, assim como farofa, maionese e frituras” exemplifica Roseli. Queijos também devem ser evitados, pois contém cálcio, que atrapalha a absorção do ferro presente na carne. 





Adote dez medidas simples que podem evitar o mau humor diário!


Bravo, intolerante, antipático, alguém que sempre acha que os outros não prestam e que enfatiza a falsidade da vida e das pessoas. Essas são algumas características típicas do mal-humorado, de acordo com a descrição do psiquiatra e psicanalista Elko Perissinotti, vice-diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC-USP). Todo mundo está sujeito a se sentir assim: fatores externos e temporários, como uma noite de insônia, uma obra barulhenta logo cedo, estresse no trabalho, uma briga com alguém ou um congestionamento prejudicam o humor de qualquer um.

De acordo com o médico Ricardo Alberto Moreno, coordenador do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do HC, esse tipo de mau humor "normal" dura pouco tempo, minutos, horas ou, mais raramente, dias. Como tem relação direta com algum evento desencadeante, passa assim que ele é resolvido e não traz maiores prejuízos à pessoa.

Ele é bem diferente do mau humor patológico, que, por convenção, dura mais do que duas semanas, não depende de uma causa específica e vem acompanhado de outros sintomas. Esse mau humor crônico é conhecido como distimia. "A pessoa que tem distimia geralmente acha que o mau humor foi causado por um evento externo, e não foi: é ela que é daquele jeito", diz a psicóloga Mônica Portella, que fez pós-doutorado em psicologia social pela PUC-RJ e é diretora do Psi+, voltado para o ensino de psicologia positiva.

Para resolver esse mau humor, é preciso buscar um tratamento especializado de um psiquiatra. No entanto, para o mau humor passageiro e corriqueiro, as soluções são mais simples e estão ao alcance de todos. Veja dez medidas que podem contribuir para um bom humor cotidiano:

1. Não sofra de desânimo às segunda-feiras.



É muito comum atribuir o mau humor ao início da semana, quando geralmente são retomadas as atividades de trabalho. Para evitar sofrer por antecipação, Ricardo Moreno recomenda que se dê outro significado para a segunda-feira e se tente pensar nos aspectos positivos de todas as suas atividades. Vale relacionar o trabalho a suas qualidades, como o dinheiro, a companhia de colegas, os desafios a superar etc. O desânimo excessivo às segundas-feiras pode ser um sinal de que você está na profissão errada, por isso, cabe avaliar se você tem futuro no seu emprego atual e quais as prioridades te levam a continuar naquela empresa.
O que também pode atenuar a depressão de segunda-feira é aproveitar os finais de semana para fazer atividades que te dão prazer. Quanto mais você ficar trancado em casa, em frente à TV, mais vai sentir que o tempo passou em vão antes do ciclo da semana, segundo Perissinotti. 

2. Durma bem.


Não basta colocar a cabeça no travesseiro e fechar os olhos. É preciso relaxar, dormir oito horas diárias, acordar sem estresse, em silêncio. Se não for possível interromper barulhos externos, vale usar tampões próprios para o ouvido. Algumas pessoas têm distúrbios do sono, como apneia e micro despertares  e não se dão conta disso. Nesses casos, é preciso tratamento para garantir um sono pacífico.

3. Alimente-se corretamente.

                                      
Evite excessos de bebidas e alimentos, álcool e também estimulantes como a cafeína, que podem prejudicar o sono, causar ansiedade e inquietação e influenciar no humor.

4. Faça exercícios físicos.


Praticar atividades físicas contribui para a saúde e minimiza o mau humor. Siga recomendações médicas para não sofrer lesões e, consequentemente, ficar mal-humorado por conta da dor que elas causam.

5. Valorize o sexo e as amizades.


Para Perissinotti, ter uma vida sexual o mais satisfatória possível também atenua o mau humor. Conviver mais com os amigos e conversar não apenas nas redes sociais também ajuda, segundo ele.

6. Tenha um animal de estimação.


Segundo Perissinotti, a convivência com cães ou gatos pode melhorar o humor. Eles são como amigos: demandam atenção, oferecem carinho, precisam de cuidados e ajudam a passar o tempo de forma útil. Além disso, fazer uma caminhada com o cão pode ser uma boa forma de lazer e de atividade física.


7. Tenha um bom relacionamento amoroso.


Para Mônica Portella, bons relacionamentos amorosos trazem disposição. Nem mesmo as crises a dois necessariamente tornam a pessoa mal-humorada. "Ficar chateado, triste ou mesmo com raiva por conflitos amorosos nem sempre resulta em mau humor", diz Perissinotti. Segundo ele, para que os relacionamentos sejam positivos para o estado de espírito é preciso respeitar as diferenças, suportar as frustrações e lidar bem com ciúmes. Saber avaliar se vale mesmo a pena ter uma DR também pode ajudar.
8. Tenha pensamentos positivos.
Algumas práticas orientais podem ajudar a relaxar o corpo, mudar a respiração e ter pensamentos positivos, como ioga, shiatsu, tai chi chuan e acupuntura, diz Perissinotti. A psicóloga Mônica diz que alguns procedimentos de análise dos próprios pensamentos também ajudam a combater o pessimismo típico dos mal-humorados. Alguns passos para esses exercícios estão no site do Psi+.

9. Reflita sobre seus sentimentos.



"Todas as formas que promovam o entendimento e a reflexão sobre nossos sentimentos, emoções e afetos podem auxiliar na modificação de pensamentos e alterar o impacto que experiências adversas podem ter sobre nós", diz Moreno.  Para combater o mau humor, ele não descarta a adoção da leitura de livros de autoajuda, a prática de religiões ou o apego a determinadas causas.

10. Identifique a causa do mau humor.


Moreno indica três passos para conseguir ter uma vida mais bem-humorada: identificar a causa do mau humor, avaliar o impacto que essa causa provoca e, por fim, planejar estratégias para modificar ou reduzir o impacto daquilo que pode disparar o mau humor. "Nosso organismo tem um fator de proteção importante que nos faz avaliar as experiências vivenciadas, elaborá-las e criar estratégias para modificá-las ou diminuir o impacto negativo que eles possam acarretar. Isto significa que podemos melhorar ou frear essa indisposição se modificarmos nossos pensamentos e comportamentos", diz Moreno.



Sem tempo para se apaixonar


A psicóloga recomenda que a mulher busque se conhecer melhor e tentar descobrir o que realmente deseja. "As mulheres atualmente buscam algo sem saber exatamente o que procuram e acabam confundindo alguns sentimentos. Isso leva à insatisfação nos relacionamentos. O par ideal está mais no imaginário do que na realidade da maioria das mulheres. Procurar ajuda de um profissional é um caminho muito importante", conclui.Namorar, para muitas mulheres, fica em último plano sempre. Mas a psicóloga Angela avisa que se envolver profundamente com alguém e viver uma paixão são necessidades vitais de todo o ser humano.
Como a maior parte do tempo é gasta no trabalho, a especialista observa uma grande dificuldade de manter uma vida social. "As mulheres se envolvem com parceiros de trabalho e muitas vezes com homens casados. Voltamos então à questão da frustração e culpa por não conseguir realizar o desejo de uma família ou sua própria independência. Isso gera angústia e faz com elas procurem um parceiro que não é o ideal", explica.

Falta de libido em decorrência do cansaço

A ginecologista Daniela alerta para outro problema, que é a necessidade de satisfazer o parceiro e o fingimento durante a relação, um problema que nem mesmo toda a modernidade do mundo conseguiu fazer desaparecer."Amor, hoje estou com dor de cabeça" – é assim que muitas mulheres modernas terminam suas noites. Os especialistas ouvidos explicam que é mais do que normal que o cansaço e o excesso de preocupações mande a libido da mulher pro "espaço", deixando a vida sexual em segundo plano e esfriando as relações.
Para Lucila, os aborrecimentos do dia a dia fazem com que a mulher se sinta indisposta sexualmente. "Isso acontece especialmente quando a mulher está indo além do seu limite físico e psicológico. Ela fatalmente não vai querer ter relação. Os problemas, neste caso, viram uma bola de neve, porque ela acaba ficando insatisfeita e frustrada."
Para recuperar a libido, ela recomenda a sinceridade: "o ideal é que ela passe a dividir mais tarefas com o marido e também incentive o diálogo. Atividade física também colabora nesta parte, porque libera a endorfina, que é o hormônio do bem-estar. Indico medicações para aumentar a libido somente em último caso".
O endocrinologista Leonardo indica, nos casos em que o problema atrapalha a rotina, a ajuda da psicoterapia. "Nos atendimentos, muitas conseguem aprender a lidar com suas dificuldades e com a culpa."

Maior propensão ao câncer de mama

Sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, falta de tempo para colocar os exames de rotina em dia: uma verdadeira combinação de potencializadores para o câncer de mama.
Segundo Lucila, "o câncer de mama é o câncer da mulher moderna". Ela completa: "muitos dos hábitos errados que as mulheres cultivam hoje as tornam mais suscetíveis a este tipo de doença. Obesidade, fumo, excesso de hormônios no corpo e o estresse são fatores de risco para o câncer de mama", observa.
Ela aponta a gravidez tardia como outro ponto de atenção. "Entre as mulheres que têm filhos e amamentam mais cedo, a incidência do câncer de mama é muito menor. Então, a vida moderna é propícia para o câncer de mama."

Acne depois de adulta? Sim, é possível

A dermatologista Magda aponta que um problema cada vez mais frequente é o da acne da mulher na idade adulta. "Alguns casos estão relacionados às alterações hormonais, como nas mulheres que tem ovários policísticos. Nesses casos, podem estar associados à queda de cabelo, aumento de pelos no rosto e pele muito oleosa".
Mas ela lembra que o acúmulo de várias funções favorece o estresse, que contribui para o quadro. "O estresse tem sido o grande vilão de certos distúrbios das mulheres de hoje. Vários estudos buscam relacionar este e vários outros fatores emocionais ao estímulo das glândulas sebáceas da pele", ela observa.

Cabelo liso a qualquer custo!

Em busca do cabelo liso, muitas mulheres acabam experimentando novos tratamentos que prometem, a todo custo, espichar as madeixas. Com isso, se expõem aos mais diferentes procedimentos, muitas vezes sem se preocupar com a forma como os produtos usados interferem na saúde do couro cabeludo.
De acordo com Magda, os antigos bobeis deram lugar à garantia duvidosa da beleza sem perda de tempo. "O problema é a fragilidade resultante dos fios com quebra e queda, além da piora da oleosidade dos cabelos. Portanto, muito cuidado deve ser tomado, pois são métodos que podem trazer danos importantes aos cabelos", finaliza.

Recomendações gerais

Se a modernidade trouxe para a mulher a carga pesada da jornada tripla, ela também trouxe maior poder de escolha, autonomia, satisfação pessoal e, acima de tudo, liberdade. Resta às mulheres saber aproveitar tudo isso da melhor maneira possível, cuidando da saúde do corpo e da alma sem grandes cobranças.
Para a ginecologista Daniela, é preciso enxergar a capacidade de ser multitarefa – uma exclusividade das mulheres – mas também se dar o direito de se cansar às vezes. "Hoje em dia o diálogo é mais aberto, então a mulher pode negociar com o marido para que ela possa fazer 40 minutos de exercício na academia enquanto ele olha as crianças, ou pedir que ele passe no supermercado, aliviando as tarefas. O casamento tem que ser a divisão das coisas boas e das coisas ruins."
Na parte da saúde, as recomendações são as de sempre: não beber ou fumar em excesso, tentar dormir bem e ter um sono tranquilo, além de alimentação adequada e atividade física constante.
Para a ginecologista Lucila, o importante também é redobrar os cuidados com a saúde sem se influenciar pelo que a mídia costuma impor. "A mulher não deve ir atrás de todas as novidades que aparecem. Vivemos hoje em dia em um mundo muito comercial, em que a saúde praticamente virou um commodity", alerta.
Ela aconselha também o acompanhamento de um profissional, sempre que necessário: é a melhor forma de prevenir as doenças. "É preciso seguir a opinião de um médico que possa dizer o que é modismo e o que é exagero. Priorize também o seu equilíbrio emocional e físico, senão nada funciona direito."









Cigarro + anticoncepcional: uma combinação explosiva



Uma das principais "broncas" dadas pelos ginecologistas nas pacientes fumantes é relacionada à perigosa combinação entre o cigarro e as pílulas anticoncepcionais. "Eu costumo dizer que o que faz mal é o cigarro, não o anticoncepcional. O cigarro prejudica a circulação, enquanto a pílula contribui para o aumento da coagulação do sangue. Juntos, um potencializa o outro. A combinação destes dois fatores, depois dessa idade, aumenta as chances de AVC e infarto, além de comprometer toda a parte sanguínea", diz a ginecologista Lucila.
Ela recomenda, para as mulheres que não conseguem abandonar o cigarro, que parem de tomar a pílula após os 35 anos, optando por métodos alternativos como o DIU (dispositivo intrauterino  ou a camisinha.
A ginecologista Daniela alerta também para outros males: "essa mistura pode causar trombose e problemas circulatórios. Além disso, o cigarro aumenta o risco do câncer no colo do útero", explica

Intestino preso

Ir ao banheiro com frequência é uma dificuldade para muitas mulheres. Segundo observação clínica da ginecologista Daniela, isso também é coisa da vida moderna: fora do ambiente domiciliar, a mulher se sente mais retraída. "Antigamente, as mulheres passavam a maior parte do tempo em casa. Trabalhando, ela inibe a vontade e acaba ressecando, ou seja, ela vai contra a natureza."
Ela acredita que a alimentação saudável é a principal solução para eliminar os desconfortos intestinais e, com isso, evitar problemas ainda maiores ao longo da vida. "Este problema aumenta as chances de câncer de intestino, um tipo de doença que aumentou muito nos últimos anos em mulheres pós-menopausa", analisa.

Beber pouca água ou substituir por outros líquidos


Aquela garrafinha em cima da mesa do trabalho está com a água parada há dias? Esse é um sinal de perigo que reflete a realidade de muitas mulheres, segundo Daniela. "Em geral, as mulheres não bebem muita água. Isso facilita o surgimento de infecções e as queixas urinárias em geral."
Ela lembra que a água também é vital para o bom funcionamento do intestino e ainda mais importante para as mulheres que estão amamentando. "O leite é muito rico em água, então, a própria natureza cuida para que a mulher tenha sede. Mas não basta ter sede, ela tem que tomar água, porque é primordial para a amamentação e para a saída do leite, que é o alimento principal da criança até pelo menos os seis meses de vida."

Segurar o xixi


A vontade de fazer xixi sempre pode esperar mais um pouquinho diante de tantas coisas urgentes para serem feitas, no trabalho e em casa. Mas o que muitas mulheres se esquecem é que, mais importante do que tudo, é a própria saúde. Adiar o momento de urinar é um péssimo hábito, que acumula bactérias no aparelho urinário, prejudica os rins e traz diversos outros problemas.
A ginecologista Daniela avisa que essa péssima mania é "um dos principais causadores da infecção urinária". A recomendação geral é que a paradinha para o xixi aconteça de quatro em quatro horas.

Olá, Dr. Google


Aquela pulguinha atrás da orelha que não deixa você dormir ao fazer um exame ou sentir uma dor pode gerar ainda mais preocupação e desespero. A ginecologista Lucila conta que muitas pacientes têm a mania de abrir exames e tentar decifrá-los buscando informações na internet.
Com a falta de tempo, muitas também preferem recorrer à grande rede e se automedicar para resolver problemas que teoricamente seriam simples, mas que, segundo a especialista, podem indicar algo mais sério. "Como discernir o que é uma informação confiável sobre uma doença de uma opinião? Sem conseguir diferenciar, a mulher acaba se tranquilizando falsamente, ou o contrário – se estressa sem necessidade e chega apavorada ao consultório por conta de algo que leu em algum site", conta.
A profissional explica que a complexidade do corpo feminino exige um trabalho preventivo constante. "Se ela não mantém seus exames em dia, como o Papanicolau, por exemplo, ela pode desenvolver o câncer do colo de útero, que é um tipo muito comum e que podemos evitar. Com relação ao câncer de mama, a detecção precoce tem a taxa de cura de 95%." Lucila recomenda a visita ao ginecologista uma vez por ano.

Vida sexual desregrada


A vida moderna também trouxe algumas vantagens – a libertação sexual das mulheres é uma delas. Mas, para as que não pretendem se envolver em um relacionamento sério e ao mesmo tempo querem levar uma vida sexual ativa, é preciso uma dose a mais de cautela.
De acordo com Daniela, um problema muito recorrente ligado à troca frequente de parceiros é o corrimento. O sintoma pode estar ligado tanto aos hábitos sexuais da mulher quanto ao cansaço e à alimentação inadequada, que diminuem as defesas.
Aparentemente, o corrimento é um problema simples, mas, quando não tratado corretamente, pode se tornar algo mais sério. "O corrimento não pode ser desvalorizado, porque ele pode evoluir para dores pélvicas e, como consequência, comprometer a fertilidade".
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) também são as vilãs da mulher que leva a vida sexual desregrada – aids, sífilis e gonorréia são as mais recorrentes. A mulher moderna que se cuida e preza por sua saúde não sai de casa sem camisinhas dentro da bolsa.