11 benefícios da caminhada para o corpo e a mente

Ela controla a pressão, diabetes, protege contra demência e ainda emagrece





Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é barata, pode ser feito praticamente a qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa se a pessoa tiver uma esteira. "Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp. Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. O Minha Vida reuniu 11 benefícios que esse hábito pode fazer para você. Confira aqui e movimente-se: 
1. Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.  

Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. "Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas", explica o fisiologista Paulo Correia. 

2. Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras. 

"A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica. 



3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose. 

"Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp.



4. Afasta a depressão

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina. 

Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia. 

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a auto estima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido. 

Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à auto estima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.  



6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito anti envelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, tátis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia. 

Outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais. 

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite. 

"Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp. 



8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia. 

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular. 
A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado. 

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária. 

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima. 

"Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia.  



10. Protege contra derrames e infartos

Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo. 

A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom. 



11. Diabetes

A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos. 

Outro ponto importante é que o treinamento aeróbico intenso produzido pela caminhada é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente. 

"Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes", explica o fisiologista da Unifesp. 





Caminhada ajuda a combater fadiga decorrente do tratamento do câncer.


Exercícios leves como bicicleta e ioga também são recomendados.


Um efeito colateral comum do tratamento de um câncer é a fadiga. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, entre 72 e 95% dos pacientes são afetados por esse cansaço extremo que pode resultar na diminuição significativa da qualidade de vida. Entretanto, uma nova análise de 38 estudos descobriu que exercícios leves, como a caminhada, podem ser a solução para indivíduos neste estado. A descoberta foi publicada online no periódico Cochrane Library.

Para a pesquisa, foi comparado o estado de saúde de mais de 2.600 pessoas com fadiga decorrente do câncer que seguiam ou não um programa de exercícios. A maioria dos participantes eram mulheres vítimas do câncer de mama e as atividades mais praticadas foram caminhada, bicicleta, musculação e ioga. A frequência variou de duas vezes por semana até exercícios diários e em sessões que iam de 10 minutos a duas horas.



Os resultados mostraram que, apesar da tendência natural da pessoa de ficar parada quando está cansada, exercícios se mostraram eficazes no combate à fadiga. Mas os especialistas da University of the West of England, no Reino Unido, alertam que, pela fragilidade dos pacientes, é fundamental ter acompanhamento profissional para respeitar os limites do corpo. Além disso, alguns tipos de câncer afetam a capacidade das células de transportar oxigênio, sendo melhor praticar atividades não aeróbicas.

Como regra geral, os pesquisadores recomendam atividades leves e curtas, como caminhadas de 20 minutos duas vezes ao dia. Além da prática de exercícios, estudos anteriores apontaram que o aconselhamento nutricional e a acupuntura podem ser eficazes no combate à fadiga durante e após o tratamento do câncer.



Dicas de nutrição para pacientes em tratamento do câncer

Cultivar uma dieta balanceada também ajuda na recuperação do paciente em tratamento do câncer. O problema é que essa fase é marcada por enjoos e inapetência, principalmente durante a quimioterapia. Confira dicas para conseguir se alimentar adequadamente mesmo com essas alterações.

Paladar

Com a redução da salivação e a percepção do gosto dos alimentos decorrente do tratamento do câncer, o paciente tem o paladar prejudicado e pode ter menos vontade de comer. Por isso, enxague a boca antes da refeição e inclua ervas naturais nos pratos.



Cardápio

O risco de desnutrição no paciente com câncer é bastante alto, sendo essencial recorrer a um nutricionista qualificado que possa elaborar um cardápio nutritivo. Explique ao profissional as suas preferências para tornar as refeições mais prazerosas.

Suplementação

A suplementação é necessária em alguns casos, mas a única pessoa que pode indicar o uso dessas cápsulas é o nutricionista. Realize os exames solicitados na data pedida para identificar os problemas precocemente.

Refeições fracionadas

Para quem não tem fome, é mais fácil comer pouco várias vezes ao dia do que comer muito de uma só vez. Na verdade, fracionar as refeições é uma recomendação geral dos nutricionistas, já que isso mantém o metabolismo sempre funcionando.








Líquidos, alimentos light e sal; veja os 10 piores erros da dieta!


Na hora de perder peso, a regra é simples: investir em refeições saudáveis e praticar exercícios. Mas ao contrário do que muitas pessoas pensam, ter uma alimentação pouco calórica não é garantia de uma silhueta mais fina. Há outros hábitos que podem contribuir para o sucesso da dieta, como evitar o excesso de sal e comer devagar. O site Entre Mujeres listou 10 erros mais comuns na guerra contra a balança. Confira a seguir.
Pular refeições: pular as refeições não ajuda a perder mais peso, pelo contrário. O ideal é comer a cada três horas para que o metabolismo continue acelerado ao longo do dia, o que ajuda a queimar calorias e controlar a fome.

Não beber líquidos o suficiente: todo mundo precisa consumir pelo menos 2,5 litros de bebidas não alcoólicas e não açucaradas por dia. Além de água, isso inclui chá, suco natural ou sopa. Tudo conta.
Abusar de alimentos light: em geral, alimentos light oferecem menos açúcar, gordura e calorias que a versão original, mas isso não quer dizer que podem ser consumidos à vontade. Sua função é economizar calorias desde que sejam ingeridos com moderação.
Comer poucos legumes: qualquer dieta deve ser rica em fibras, e os legumes e verduras contribuem generosamente para isso. Por isso, o indicado é consumir uma porção generosa no almoço e no jantar.

Não fazer lanches entre as refeições: pular os lanches entre as refeições ou optar por alimentos gordurosos, como biscoito ou chocolate, prejudica a dieta. Se estiver em dúvida do que consumir, coloque iogurte, frutas, barra de cereais, cubinhos de cenoura e tomate-cereja em seu carrinho de compras.

Comer rápido: a forma de comer é o segredo para alcançar a saciedade, melhorar a digestão e evitar o inchaço. Tire um tempo para cada refeição, concentre-se nos talheres, mastigue bem e fique longe de televisão e telefones durante o almoço e o jantar.
Pular o café da manhã: pular a primeira refeição do dia diminui a quantidade de açúcar no sangue e aumenta a fome mais tarde. O resultado é um metabolismo lento e um almoço com porções maiores.

Estabelecer proibições: todo plano de perda de peso deve ter um dia livre na semana para comer algum alimento calórico, como pizza ou chocolate. Isso ajuda a não desistir da dieta e alivia as tensões.
Consumir bebidas alcoólicas: o ideal é evitar o álcool, mas se você não resiste a uma cervejinha, consuma apenas aos finais de semana.

Excesso de sal: o sal não é um alimento calórico, mas ajuda a reter líquidos, além de aumentar o risco de hipertensão e doenças cardiovasculares. Opte por temperos mais saudáveis.




Confira mitos e verdades sobre perda de peso!



Será que o sexo realmente conta como exercício? É melhor estabelecer uma meta por partes? Exercitar-se pouco, mas regularmente realmente faz a pessoa emagrecer muito? Uma pesquisa sobre perda de peso intitulada Mitos, presunções e fatos sobre a obesidade, publicada no The New England Journal of Medicine, divulgada pelo jornal Huffington Post, tenta responder a essas e muitas outras perguntas. O artigo reúne algumas informações surpreendentes sobre emagrecimento enquanto outras condizem com o senso comum sobre o tema.
O médico funcional Mark Hyman, colunista do Huffington Post, defende que as pessoas são diferentes e por isso, o que funciona em um organismo pode não ter o mesmo efeito em outro. Porém, algum hábitos são saudáveis mesmo que não gerem uma grande perda de peso em todos que os adorarem. Confira o que realmente funciona para emagrecer e o que é mito:
Se você fizer pequenas mudanças em seu estilo de vida irá perder peso a longo prazo

Mito. A maioria das pessoas já ouviu que cortar 100 calorias por dia ou aumentar um pouco a quantidade de exercícios é suficiente para perder muito peso a longo prazo, é uma questão de consumo e gasto de calorias. No entanto, a matemática não se aplica com tanta facilidade aos seres vivos. Estudos comprovam que a perda de peso não se mantém no mesmo ritmo graças às mudanças no metabolismo que ocorrem enquanto a pessoa emagrece. Portanto, para ter uma grande perda de peso é preciso fazer uma grande mudança.

Não defina grandes metas, pois isso gera frustração e fracasso

Mito. Se você definir como sua meta uma grande perda de peso terá mais chance de emagrecer bastante do que se mantiver objetivos “realistas”. Se seu desejo é perder 20 kg defina isso como sua meta final. Estudos mostram que as pessoas são mais capazes de perder muito peso quando pensam grande, ao contrário do que dita o senso comum.



Quem perde peso muito rápido ganha engorda novamente

Mito. Fomos ensinados que se você seguir um plano de emagrecimento rápido não perderá tanto peso a longo prazo quanto se estivesse em um plano mais lento e gradual. Porém, estudos mostram que isso não é verdade, pois quando a pessoa percebe as melhorias em seu corpo se anima a manter uma vida mais saudável. Para o pontapé inicial vale até aderir a uma dieta mais radical, sempre seguindo orientação de um especialista.

É preciso estar preparado para ter sucesso e passar por processos de mudança de hábitos

Mito. A ciência nos diz que aqueles que tentam perder peso sem sentir pronto também podem obter sucesso. Você pode agir, mesmo sem ter certeza de que vai dar certo. A partir do momento em que começar a perder peso o ânimo e a motivação tendem a aparecer.

O sexo é um bom exercício

Mito. Todos têm a sensação de que o sexo é um bom exercício.  No entanto, a queima de calorias durante essa atividade varia muito de acordo a duração, movimentação e do corpo de cada um. É possível queimar 300 calorias, sim, mas também é possível que você elimine apenas 21 calorias. Se você ficar sentado assistindo TV vai perder cerca de 14 calorias. Então, se você não for um especialista em sexo tântrico é melhor procurar outra atividade para ajuda-lo a perder peso.

Manter uma vida sexual ativa é saudável, mas não pode ser o único exercício físico Foto: Getty Images
Manter uma vida sexual ativa é saudável, mas não pode ser o único exercício físico
Foto: Getty Images
O café da manhã é uma peça chave para o emagrecimento

Verdade. Segundo Mark, pessoas que perderam muito peso e conseguiram permanecer magras por pelo menos quatro anos têm apenas duas coisas em comum: o café da manhã e o exercício regular. Caprichar na primeira refeição do dia é uma ótima estratégia, mas nada de muffin, sonhos ou alimentos gordurosos e calóricos. O segredo aqui é a proteína, que ajuda a acelerar o metabolismo e controla o apetite.

Comer frutas e vegetais ajuda a emagrecer

Verdade. Quem come frutas e vegetais ingere menos bobagens e faz seu organismo funcionar melhor. Esse é um dos únicos temas em que os especialistas em nutrição são unanimes.

O ambiente afeta nos níveis de obesidade

Verdade. Embora não tenha sido provado que mais parques e calçadas levar a uma população mais magra, Mark afirma que o ambiente tem uma participação na saúde. O pesquisador Dan Buettner realizou um experimento no qual implementou mudanças no ambiente gerando uma perda significante de peso, provando que esse quesito importa, sim.







 Tomar três xícaras de café por dia pode aumentar anos de vida!

Beber café pode adicionar anos à sua vida. É isso que afirma uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, divulgada pelo jornal Daily Mail. O estudo, realizado com cerca de 500 mil pessoas mostrou que o risco de morte para pessoas mais velhas diminui de acordo com o consumo de café. O excesso de cafeína costuma ser considerado insalubre, porém a pesquisa descobriu que o café pode ajudar a diminuir as mortes por doenças cardíacas e respiratórias, acidente vascular cerebral, lesões, acidentes, diabetes e até infecções.
De acordo com o médico Neal Freedman, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, beber de duas a três xícaras de café por dia reduz o risco de morte prematura de 10% a 15%. No entanto, o médico alerta que doses maiores, especialmente acima de seis xícaras, não trazem mais benefícios.
Os participantes da pesquisa possuíam idades entre 50 a 71 anos e foram acompanhados por 12 anos. O maior obstáculo encontrado para a longevidade por meio da ajuda do café dentro do grupo, segundo o médico, foi a ligação estabelecida com o cigarro. "Em nosso estudo, as pessoas que bebiam café eram muito mais propensas a fumar, que é um fator de risco muito forte para a morte", disse Neal.
De acordo com o pesquisador, o consumo de café também está aliado a outros comportamentos ligados a problemas de saúde, tais como beber muito álcool, o consumir carne vermelha em excesso e manter uma vida sedentária. "Todos esses fatores de risco são normalmente associados com aumento do risco de morte, o que fez parte de nossa pesquisa também", acrescentou.
O estudo não descobriu como o café reduz a taxa de mortalidade, por isso, o grupo encomendou novas pesquisas para identificar as substâncias químicas da cafeína que podem contribuir com esse efeito. "O café pode ter esse efeito por alterar a pressão arterial, mas é possível que outros compostos também sejam importantes para o aumento de longevidade", explicou.
O estudo, publicado no Journal of Caffeine Research, também não precisou se o café normal é mais benéfico à saúde do que a versão descafeinada. 



Qual a diferença entre TOC e mania? Tire dúvidas sobre o problema!



Bater três vezes na madeira sempre que falar sobre a morte, lavar as mãos o tempo todo e enfileirar objetos. Tudo bem, cada um tem suas manias, mas quando isso passa a ser frequente e interferir na rotina, pode ser um problema conhecido como Transtorno Obsessivo Compulsivo, ou TOC. Afinal, quem não se lembra do ator Jack Nicholson evitando pisar nas linhas das calçadas em Melhor É Impossível, filme indicado ao Oscar de 98?  O transtorno vivido pelo personagem Melvin Udall é um problema real para milhares de pessoas e pode se manifestar de várias formas.
Sempre ligado a pensamentos negativos, os sintomas podem aparecer com obsessão por limpeza, acúmulo de objetos, repetições de atitudes e palavras, contagens ou até insegurança. “O caso mais grave que já presenciei foi um paciente que tinha compulsão por limpeza e tomava cerca de 40 banhos por dia com inúmeros sabonetes. Ele acreditava que o ar estava contaminado, então saia do chuveiro e já entrava de novo. A pele começou a rachar e sangrar”, conta a psicanalista Priscila Gasparini.
Mas afinal, qual a diferença de TOC e mania? O que causa o problema? O transtorno tem tratamento? Para responder essas e outras perguntas, o Terra contou com a ajuda de Priscila e da psiquiatra Ana Gabriela Hounie, do Programa Transtorno Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital do Coração, e tirou as principais dúvidas sobre o TOC. Confira a seguir.
O que é o Transtorno Obsessivo Compulsivo? 
É um transtorno de ansiedade que vem acompanhado de alterações de comportamento, preocupações excessivas e medo. “As obsessões são ideias que surgem na mente e as pessoas não conseguem tirar por mais absurdas que sejam. Já as compulsões são medidas que elas tomam para afastar essas ideias. O TOC é a união das duas. Por exemplo, para evitar que alguém morra, o paciente fecha a torneira oito vezes, mesmo que isso não faça o menor sentido”, explica Ana.

Qual a diferença entre TOC e mania?

Podem parecer iguais, mas TOC e mania agem de maneiras diferentes. As manias são comportamentos repetitivos, gerados por crenças ou superstições. Segundo Priscila, é normal ter algumas manias e elas até ajudam a organizar a rotina. “O problema, porém, é quando os sintomas se agravam e viram um TOC, caracterizado pela presença de obsessões ou compulsões recorrentes e tão severas para fazer com que o paciente passe a ocupar boa parte do tempo com elas, causando muito desconforto e comprometimento de seu cotidiano”.



É comum ter TOC?

Sim, o problema é mais comum do que se imagina. De acordo com Priscila, em média, um em cada 50 indivíduos apresentam TOC. No Brasil, estima-se que existem 3 a 4 milhões de portadores, mas muitos ainda não foram diagnosticados ou tratados, apesar de terem suas vidas e rotinas comprometidas gravemente.

Quais são as causas do TOC? 

As causas da doença ainda são estudadas por especialistas, mas ela pode surgir por vários motivos, como fatores genéticos, psicológicos e culturais. “O TOC aparece com mais frequência em pessoas que já tiveram casos na família, principalmente de parente próximos. Além disso, também pode ter um fator ambiental. Por exemplo, se criança tem uma mãe com TOC, o filho tende a aprender e copiar o comportamento”, declara Ana.

Existe uma idade em que o problema aparece com mais frequência?

Sim. O TOC aparece com mais frequência durante a infância e anos, depois, na vida adulta. “O TOC muitas vezes se inicia entre 9 e 11 anos, mas a frequência maior se dá principalmente em indivíduos jovens até os trinta anos, podendo durar a vida toda”, afirma a psicanalista. Também vale lembrar que o problema é mais comum em homens.



Quais são os sintomas mais comuns?

Os sintomas do TOC são comportamentos voluntários e repetitivos executados em resposta a regras criadas pelo paciente, que devem ser seguidas rigidamente. De acordo com as especialistas, os exemplos mais comuns são lavar as mãos, fazer verificações, contar, repetir frases ou números, alinhar, guardar ou armazenar ou repetir perguntas.

 “As compulsões aliviam momentaneamente a ansiedade, levando o indivíduo a executá-las toda vez que sua mente é invadida por uma obsessão acompanhada de aflição. Nem sempre têm conexão realística com o que desejam prevenir. Por exemplo, alinhar os chinelos ao lado da cama antes de deitar para que não aconteça algo de ruim no dia seguinte”, avalia Priscila.
Como é feito o diagnóstico?

Assim que o paciente notar alguns sintomas da doença, deve procurar um psicólogo para avaliar o grau do transtorno.



Tem tratamento? Como é feito?

Sim, o TOC tem tratamento e é feito com uma combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia. O tratamento começa a fazer efeito entre um e três meses e pode durar por anos, dependendo da gravidade do caso. Para alguns pacientes, com obsessões e compulsões mais graves, as medidas devem ser administradas por toda a vida.











TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSÓRIO!


TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais” da Associação de Psiquiatria Americana, que se caracteriza pela presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões.
Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira. Como um disco riscado que se põe a repetir sempre o mesmo ponto da gravação, eles ficam patinando dentro da cabeça e o único jeito para livrar-se deles por algum tempo é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas que ajudam a aliviar a ansiedade. Alguns portadores dessa desordem acham que, se não agirem assim, algo terrível pode acontecer-lhes. No entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que são realizados os rituais e pode transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a vida da família inteira.
Classificação
Existem dois tipos de TOC:
a) Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;
b) Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.
Causas
As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Certamente, trata-se de um problema multifatorial. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos e histórico familiar também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.


Sintomas
Em algumas situações, todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não caracterizam o TOC. O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa.
Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.
Frequência
Em geral, só nove anos depois que manifestou os primeiros sintomas, o portador do distúrbio recebe o diagnóstico de certeza e inicia do tratamento. Por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adultos, embora o transtorno obsessivo-compulsivo possa acometer crianças a partir dos três, quatro anos de idade.
Na infância, o distúrbio é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, pode-se dizer que o número de casos é igual nos dois sexos.

Tratamento
O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. São os únicos que funcionam.
A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica.
É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento.

Recomendações
* Não há quem não tenha experimentado alguma vez um comportamento compulsivo, mas se ele se repete a ponto de prejudicar a execução de tarefas rotineiras, a pessoa pode ser portadora de transtorno obsessivo-compulsivo e precisa de tratamento;
* Crianças podem obedecer a certos rituais, o que é absolutamente normal. No entanto, deve chamar a atenção dos pais a intensidade e a frequência desses episódios. O limite entre normalidade e TOC é muito tênue;
* Os pais não devem colaborar com a perpetuação das manias e rituais dos filhos. Devem ajudá-los a enfrentar os pensamentos obsessivos e a lidar com a compulsão que alivia a ansiedade;
* O respeito a rituais do portador de TOC pode interferir na dinâmica da família inteira. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico de certeza e encaminhar a pessoa para tratamento;
* Esconder os sintomas por vergonha ou insegurança é um péssimo caminho. Quanto mais se adia o tratamento, mais grave fica a doença.