Cinco dicas para controlar a ansiedade!
Se livre deste incômodo tomando algumas atitudes no dia a dia!
A ansiedade é um estado caracterizado por medo, apreensão, mal-estar, desconforto, insegurança, estranheza do ambiente ou de si mesmo e, muito freqüentemente, pela sensação de que algo desagradável está para acontecer. Além dos medicamentos convencionais, existem algumas alternativas naturais que podem nos ajudar a controlar a ansiedade. É sobre elas que vamos falar.
1) A forma mais comum de tratar a ansiedade é a prática de exercícios físicos. Praticar exercícios físicos ajuda a lidar com estados de ansiedade porque eleva a produção de serotonina, substância que aumenta a sensação de prazer. Essa alternativa costuma funcionar dependendo da disposição da pessoa, uma vez que nem todo mundo gosta de praticar exercícios.
Caminhar três vezes por semana, por pelo menos meia hora, já pode ajudar a lidar com a ansiedade. O momento da caminhada, além de ser um exercício para o corpo, também pode ser aproveitado para trabalhar a mente, sob a forma da meditação ativa. Quando você anda, pensa. A caminhada de meia hora é um movimento repetitivo e você acaba pensando nos pontos geradores de ansiedade que precisa trabalhar;
2) Pessoas com tendência a ansiedade precisam reduzir o seu estresse diário. Para as que ficam estressadas com mais facilidade recomendo sessões de massagem e acupuntura regulares, além de ioga e meditação. Muitos pacientes com ansiedade se beneficiam também de tratamentos alternativos como a homeopatia e o uso de florais de Bach. A ioga oferece ao praticante a possibilidade de aprender a controlar sua mente e seu corpo. Este controle, que é obtido através de uma combinação de técnicas respiratórias, corporais e de meditação. Tem como resultados o aumento da flexibilidade, fortalecimento dos músculos, aumento de vitalidade e maior controle sobre o estresse. Além da ioga, outra alternativa de controle da ansiedade são as massagens. Se tiverem uma abordagem mais oriental, buscando o equilíbrio emocional, melhor;
3) Para reduzir as reações do sistema nervoso autônomo, devemos fazer o controle da respiração. Isto pode ser feito compassando a respiração e inspirando lentamente pelo nariz, com a boca fechada. Ao inspirar deixar o abdome expandir-se, ou seja, estufar a barriga e não o peito. Depois, expirar lentamente, expelindo o ar pela boca. Isto pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer hora. Além disso, quando você estiver em um ambiente silencioso e com possibilidade de ficar deitado, use uma técnica de relaxamento. O relaxamento combinado com a respiração diafragmática, certamente, reduzirá a respiração ofegante, a taquicardia e o tremor;
4) Em situações de ansiedade que se estendem por longos períodos, recomenda-se que a pessoa evite os pensamentos negativos ou catastróficos. Deve-se tentar dimensionar a gravidade da situação, questionando a si mesmo se existe uma forma alternativa de análise, se estamos superestimando o grau de responsabilidade que temos nos fatos ou se estamos subestimando o grau de controle que podemos ter. Uma vez avaliada a situação, devemos substituir os pensamentos sobre o evento temido, principalmente, os negativos por outros pensamentos. Sempre que um pensamento negativo se iniciar, devesse substituí-lo por outro pensamento qualquer, preferencialmente, agradável. Isto certamente não é fácil de ser feito, mas é possível e trata-se de um aspecto importante, pois os pensamentos e as falas negativas agravam a situação, intensificando as respostas autonômicas, como o mal-estar e o descontrole respiratório;
5) Para controlar a ansiedade, podemos ingerir alimentos que sejam fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, como a banana e o chocolate, de forma moderada, para não ganhar peso. Outra possibilidade é ingerir o triptofano em cápsulas, junto com vitamina B6 e magnésio. Outros aminoácidos que podem ajudar são a taurina e a glutamina. Eles aumentam a disponibilidade de um neurotransmissor chamado GABA, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade. Eles também podem ser ingeridos em cápsulas, mas apenas com a orientação de um médico especialista. Existem ainda os chás. A maioria possui substâncias que funcionam como sedativos suaves e podem ajudar no controle da ansiedade diária. As plantas mais conhecidas e estudadas com essa ação são a passiflora, a melissa a camomila e a valeriana.
Adriana de Araújo é psicóloga clínica e hipnoterapeuta ericksoniana.
Prevenção é melhor método de combate a pernilongo!
Pernilongos e mosquitos se reproduzem com maior facilidade nos meses de calor intenso!
Zumbido irritante no ouvido à noite, picadas que não param de coçar e até pequenos arranhões com sangue. É difícil encontrar quem não tenha sido vítima dos pernilongos no verão. De acordo com o biólogo Ademir Martins, pesquisador do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores do Instituto Oswaldo Cruz, os chamados insetos anterofílicos - que se alimentam de tecido humano - são aqueles que vivem e se reproduzem em meio à água limpa ou suja, especialmente nos meses mais quentes (temperaturas entre 23º a 27º C) e chuvosos do ano.
Os mais comuns são os dos gêneros Cúlex, como o Cúlex quinquefasciatus, e Aedes, como o Aedes Albopictus (vetor da dengue e febre amarela em outros países), o fluviatilis e o aegypti, esse último importante vetor da dengue no Brasil. O Culex é o pernilongo que costuma infernizar o sono da população – e, também, das autoridades de saúde pública.
- O pernilongo adora água parada e suja; o rio Pinheiros, em São Paulo, é seu habitat ideal
Segundo Eduardo Joseph Sayegh, bioquímico especialista em pragas urbanas, na região sudeste e central não existem relatos de transmissão de doenças pelos pernilongos comuns, ao contrário do mosquito da dengue, mas pela alta incidência de indivíduos, a espécie ganhou o status de praga.
Diferentemente dos insetos do gêneroAedes, os Culex costumam colocar seus ovos em águas sujas com baixo ou nulo teor de oxigênio e alta concentração de matéria orgânica. Por conta disso, rios poluídos como o Pinheiros e o Tietê, em São Paulo, são criadouros amplos e com condições perfeitas.
O combate desses mosquitos, claro, depende de uma ação conjunta entre população e governo. Mas, enquanto o poder público não atua, o que cada cidadão pode fazer, em especial dentro de casa, para se proteger? A resposta é simples, mas muito mais complexa e eficaz do que o fácil apertar de uma válvula de inseticida: trata-se de prevenção.
De acordo com o biólogo sanitarista Paulo Roberto Urbinatti - pesquisador do laboratório de entomologia da Faculdade de Saúde Pública da USP -, a primeira medida é instalar barreiras físicas como telas protetoras nas portas e janelas, assim como mosquiteiros em camas e berços. Para evitar a criação do pernilongo comum, porém, limpe e tampe caixas de gordura, canalize esgotos a céu aberto e elimine os depósitos de água suja e parada.
Já criadouros do mosquito da dengue são evitados com o descarte de recipientes que acumulam água, o depósito de areia nos pratos de plantas, a limpeza e secagem das calhas e de toda estrutura da casa que possa empoçar água limpa. Ao colocar areia nos vasos, cheque se o prato não está molhado e, se possível, lave-o e seque-o. O ideal é limpar os recipientes com palha de aço ou escova, no mínimo, uma vez por semana. "Os ovos chegam a ficar grudados nas paredes dos vasos de plantas por até um ano. Portanto, o importante é eliminar a água para que o ovo não seja recoberto e libere a larva ", explica Martins. "Não descarte a água contida nesses recipientes em água corrente, jogue o líquido na terra e cubra com mais terra ou cimento", completa.
- Os tradicionais mosquiteiros são bons métodos de barreira noturna para pernilongos e mosquitos
Segundo informações do Instituto Oswaldo Cruz, as formas de prevenção caseiras, como usar vitamina do complexo B, borra de café, água sanitária, levedo de cerveja, vela de andiroba e inseticida têm suas limitações e até contraindicações. O levedo e o complexo B não devem ser ingeridos como repelentes, pois, nas dosagens capazes de afugentar os mosquitos, podem ser prejudiciais à saúde.
Com relação à borra de café, não existe comprovação científica que garanta a sua eficácia, principalmente por conta das dosagens recomendadas – duas colheres de sopa de borra em cada pratinho de planta da casa. Já a água sanitária não se faz eficaz na inibição da eclosão das larvas nas dosagens indicadas (uma colher de chá para um litro d'água) e não há estudos que indiquem a viabilidade do uso em maior concentração.
A queima da vela de andiroba tem uma certa eficácia em afugentar mosquitos se, segundo os especialistas, usada em ambientes com máximo 12 metros quadrados. "Produtos caseiros são paliativos, não duram o tempo todo e muitas vezes sequer há informações sobre a procedência ou garantia da ausência de contaminação por bactérias. Portanto, a melhor proteção é mesmo não deixar a água acumular", pondera Martins.
Já os repelentes tópicos podem ser usados seguindo as recomendações da embalagem ou dos médicos, mas eles não evitam a presença dos mosquitos no ambiente. É preciso cuidado também com os inseticidas. "Não adianta aplicar o inseticida contra o pernilongo adulto, o combate efetivo é acabar com os criadouros", explica Eduardo Sayegh. Com relação ao uso indiscriminado dessas substâncias, Martins alerta para o surgimento de classes de mosquitos imunes aos produtos. "A OMS (Organização Mundial de Saúde) só regula duas classes de sprays para insetos, ou seja, além de poluir o ambiente estamos selecionando mosquitos cada vez mais resistentes", afirma o biólogo.
O que cobrar do governo?
Para combater o pernilongo são necessárias ações de saneamento básico em esgotos e canais a céu aberto, repositórios perfeitos de ovos e larvas. Segundo Eduardo Sayegh, essas políticas deveriam envolver controle e poda de plantas aquáticas nas margens dos rios contaminados, onde a corrente de água tem sua velocidade diminuída. "O Culex adora água parada e suja, o rio Pinheiros, em São Paulo, é seu lugar ideal", aponta. Ainda segundo o bioquímico, nessas águas poderiam ser aplicados de maneira controlada larvicidas e adulticidas (para atingir insetos adultos).
Em relação ao mosquito transmissor da dengue, os municípios devem empreender um constante monitoramento de possíveis focos em residências, prédios públicos, hospitais, desmanches e qualquer lugar onde água limpa possa ser empoçada. Além disso, é importante transformar, por meio de campanhas publicitárias, cada cidadão em um agente de combate ao mosquito que se desenvolve em pequenos recipientes, próximos à linha da água limpa e parada. "A dengue é uma questão de saúde pública e como tal deve ser tratada", enfatiza o bioquímico. Para fazer denúncias de focos e criadouros à prefeitura de São Paulo, ligue: 156. No Rio de Janeiro, o telefone é 1746. No geral, o órgão responsável por receber as chamadas é a Secretaria de Saúde, informe-se.
Hábitos e reprodução
Cada espécie de mosquito comporta-se de maneira diferente, mas, em geral, vírus, bactérias e protozoários que causam doenças são transmitidos pela saliva do inseto, expelida no momento em que a fêmea pica. Na verdade, macho e fêmea se alimentam mesmo da seiva das plantas e de soluções açucaradas. Mas a fêmea precisa do sangue como meio de maturar seus ovos. "Uma única fêmea de Aedes aegypti fecundada é capaz de originar cerca de 1,5 mil mosquitos durante sua vida, pois em cada postura há o depósito de cerca de 150 a 200 ovos em diferentes recipientes", esclarece Urbinatti.
Quanto ao ciclo biológico, segundo o biólogo, os mosquitos apresentam uma evolução completa composta por ovo, larva (em quatro estágios), pupa e adulto ou alado. As formas imaturas (ovo, larvas e pupa) se desenvolvem no ambiente aquático e a adulta no ambiente terrestre. Ao acasalar, a fêmea recebe o esperma do macho e é capaz de guardá-lo por toda a vida, na chamada espermateca. "Ela se alimenta do sangue e, à medida que produz um ovo, ele é inseminado por um espermatozoide", completa o biólogo.
Algumas espécies de mosquitos depositam seus ovos diretamente na superfície da água (como o Cúlex quinquefasciatus),enquanto outras o fazem na parede do recipiente, próximo ao nível do líquido (Aedes aegypti). A fase aquática dura cerca de dez dias, e depois de adulto, um mosquito vive cerca de 20 a 30 dias.
Solidão afeta o sistema imunológico da mesma forma que o estresse crônico!
A solidão está ligada a um grande número de respostas imunes disfuncionais, resultando em problemas na saúde em geral!
Pesquisadores descobriram que pessoas solitárias apresentam maiores taxas de reativação do vírus latente do herpes e liberação de proteínas relacionadas à resposta inflamatória em decorrência do estresse agudo do que pessoas mais socialmente conectadas.
A presença de proteínas ligadas à inflamação e inflamação crônica está associada a várias condições, incluindo doenças coronarianas, diabetes tipo 2, artrite e doença de Alzheimer, bem como a diminuição funcional que acompanha o envelhecimento.
A reativação de um vírus latente do herpes está associada com o stress, o que sugere que a solidão crônica desencadeia uma resposta imune mal controlada.
"É evidente, a partir de pesquisas anteriores, que a má qualidade dos relacionamentos está ligada a uma série de problemas de saúde, incluindo a mortalidade prematura, e as pessoas que estão sós claramente estão em baixa qualidade relacionamento," disse Lisa Jaremka, pós-doutoranda do Instituto de Pesquisa de Medicina Comportamental da Universidade de Ohio e principal autora do estudo.
Os resultados baseiam-se em uma série de estudos realizados com dois grupos. O primeiro, de 134 adultos de meia idade saudáveis e com sobrepeso e, o segundo, um grupo de 144 sobreviventes de câncer de mama. Os pesquisadores mediram a solidão em todos os estudos utilizando a Escala de Solidão da UCLA (Universidade da Califórnia), um questionário que avalia a percepção de isolamento social.
O primeiro passo foi obter um instantâneo do comportamento do sistema imune associado à solidão, através da medição de níveis de anticorpos no sangue que são produzidos quando os vírus do herpes são reativados.
Após a coleta de amostras de sangue de todos os participantes eles foram submetidos a situações de estresse. Depois, foram convidados a fazer um discurso de cinco minutos de improviso e executar uma tarefa aritmética mental na frente de uma câmera de vídeo e três debatedores. Os pesquisadores, então, estimularam os sistemas imunes com lipopolissacarídeo, um composto encontrado em paredes celulares de bactérias, conhecido por provocar resposta imune.
Os sobreviventes de câncer de mama tinham entre dois meses e três anos de conclusão do tratamento e idade média de 51 anos. O sangue foi analisado para a presença de anticorpos contra o vírus Epstein-Barr e citomegalovírus.
Ambos são vírus do herpes que infectam a maioria dos americanos. Cerca de metade das infecções não produz a doença, mas uma vez que uma pessoa é infectada o vírus permanece latente no organismo e pode ser reativado, resultando em níveis elevados de anticorpos, muitas vezes não produzindo sintomas, mas insinuando problemas regulatórios no sistema celular imunitário.
" Participantes solitários tinham níveis mais altos de anticorpos contra o citomegalovírus do que os participantes menos solitários, e os níveis mais elevados de anticorpos foram relacionados a mais dor, depressão e sintomas de fadiga. Nenhuma diferença foi observada nos anticorpos do vírus de Epstein-Barr níveis, possivelmente porque esta reativação está associada à idade, e muitos destes participantes eram um pouco mais velhos, o que significa que a reativação relacionada com solidão seria difícil de detectar," completa Jaremka
Fonte: Isaude.net
OMS emite novas orientações para consumo diário de sal e potássio
Relatório sugere que adultos devem ingerir menos de 2 mil mg de sal e aumentar o consumo de potássio para ao menos 3.510 mg/dia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas orientações para o consumo de sal e potássio por adultos e crianças.
Os relatórios sugerem que adultos devem reduzir a ingestão de sal para menos de 2 mil mg e aumentar o consumo de potássio para pelo menos 3.510 mg por dia.
Pessoas com níveis elevados de sódio e baixos níveis de potássio podem estar em risco de aumento da pressão arterial, que eleva o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral.
O sódio, encontrado naturalmente em alimentos como laticínios e ovos, está presente em quantidades bem maiores nos produtos processados, como pão, carnes como bacon, refrigerantes, salgadinhos, doces, massas instantâneas, sopas, caldos em cubos e condimentos como molho de soja.
Já o potássio está presente em alimentos como feijão, legumes e frutas como banana e mamão. O processamento reduz a quantidade de potássio em muitos produtos alimentares.
Atualmente, a maioria das pessoas consome muito sódio e não o suficiente de potássio.
"A pressão arterial elevada representa grande risco para doença cardíaca e acidente vascular cerebral, a causa número um de morte e incapacidade no mundo. Estas diretrizes também se aplicam a crianças com mais de 2 anos de idade.
Isto é crítico porque as crianças com hipertensão muitas vezes se tornam adultos com pressão arterial elevada", afirma diretor do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da OMS, Francesco Branca.
As orientações são uma ferramenta importante para especialistas em saúde pública e formuladores de políticas conforme eles trabalham em suas situações específicas de cada país para tratar doenças não transmissíveis, como doenças cardíacas, derrame, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas.
A OMS também está atualizando orientações sobre a ingestão de gorduras e açúcares associados à redução do risco de obesidade e doenças não transmissíveis.
Fonte: Isaude.net
Depressão é uma das principais causas de aposentadorias por problemas mentais!
Além da qualidade de vida, o transtorno afeta o desempenho profissional do portador da doença e atinge 15% da população mundial!
Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, nos próximos 20 anos, a depressão sairá do quarto para o segundo lugar no ranking de doenças dispendiosas e fatais, sendo uma das principais causas da saída do mercado de trabalho dos portadores e de solicitação de auxílio-doença.
Além da qualidade de vida, a depressão também afeta o desempenho e a produtividade. Dados da Previdência Social revelam que os transtornos mentais ocupam a quarta colocação na concessão de auxílio-doença, sendo que entre os problemas mentais, a depressão é a responsável pela maioria das concessões desse benefício.
Em 2011, a Previdência concedeu 169.124 auxílios-doença relacionados a transtornos mentais e comportamentais e desses 77.160 foram motivados por depressão. A situação não se alterou no primeiro semestre de 2012, foram 47.221 auxílios-doença relacionados a transtornos mentais, com 17.819 ligados a episódios de depressão.
Atualmente, a enfermidade atinge 15% da população mundial, ou seja, uma em cada seis pessoas desenvolverá depressão em alguma fase da vida
Primeiros sinais aparecem entre os 20 e 50 anos
Embora seja uma doença com grande incidência em pessoas da terceira idade, qualquer pessoa, de qualquer faixa etária pode ser atingida pela depressão, segundo o psiquiatra Kalil Duailibi, Professor Titular de Psicopatologia do Instituto de Psiquiatria e Psicanálise de São Paulo e Presidente do Departamento de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM).
Com a prevalência maior em mulheres, os primeiros sinais do transtorno geralmente surgem entre os 20 e 50 anos, normalmente um período profissional extremamente produtivo. Assim é fundamental não subestimar o problema e procurar ajuda médica o quanto antes" , alerta o médico.
"É comum o paciente se sentir cansado, apresentar alterações de sono e apetite e não ter prazer nas atividades e também apresentar dificuldade em se concentrar, de tomar decisões, fica lentificado em seu pensamento e memória, isso acaba tendo reflexos na vida pessoal e profissional.
Muitas vezes a pessoa apresenta sintomas como estes e acaba sendo demitido, o que termina aumentando, ainda mais, seus sintomas depressivos.
É preciso procurar um especialista, para que ele possa investigar as causas dos sintomas e indicar o melhor tratamento. E principalmente seguir as orientações médicas" , aconselha o médico.
Fonte: Isaude.net
Técnica pioneira reduz efeito colateral grave da quimioterapia e radioterapia!
Gel à base do hormônio melatonina impede aparecimento da mucosite, reação inflamatória que afeta a mucosa do trato digestivo!
Cientistas da Universidade de Granada, na Espanha, desenvolveram um composto feito à base do hormônio melatonina que é eficaz no tratamento e na prevenção de mucosite, um dos efeitos colaterais mais desagradáveis da quimioterapia e da radioterapia.
O produto é um gel aplicado facilmente que se acredita ser o primeiro desenvolvido para combater a mucosite, de acordo com os investigadores. Atualmente não há tratamento para esse problema, pois sua fisiopatologia ainda não é compreendida.
A mucosite é uma reação inflamatória que afeta a mucosa do trato digestivo desde a boca até ao ânus, e é um dos principais efeitos adversos resultantes do transplante de medula óssea, radioterapia e quimioterapia. Este problema grave complica o tratamento de câncer, já que os pacientes frequentemente têm de ser internados no hospital e, muitas vezes, a radioterapia e a quimioterapia têm que ser interrompidas. Em algumas situações, os resultados podem ser fatais.
Estima-se que 40% dos pacientes que receberam radioterapia e até 70% dos doentes submetidos a transplante de medula óssea irão desenvolver mucosite. Em pacientes com câncer de cabeça e pescoço, 97% desenvolvem esta condição, em certa medida, enquanto 100% dos que receberam radioterapia durante um período prolongado, também sofrem de mucosite.
Segundo os pesquisadores, no momento não há tratamento eficaz para a mucosite, e é por isso que o novo produto é de enorme interesse, uma vez que ele pode aumentar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes com câncer.
Pesquisas anteriores mostraram que o dano mitocondrial está presente em casos de mucosite. "A melatonina presente no novo produto alivia a reação inflamatória e protege a mitocôndria, e por isso pensamos que poderia ser útil para o tratamento da condição", afirma a líder da pesquisa Germaine Escames Rosa.
O sucesso do tratamento deve-se ao tipo de gel utilizado para a formulação farmacêutica e à quantidade de melatonina utilizada. A aplicação oral do gel de melatonina a uma concentração específica, impregna as membranas mucosas e inverte o dano mitocondrial, impedindo o aparecimento de mucosite em 100% dos casos. Qualquer outro tipo de melatonina de aplicação, tais como concentrações diferentes, não teria o mesmo efeito.
De acordo com os investigadores, o produto já foi patenteado a nível nacional, e uma patente internacional também foi solicitada.
Fonte: Isaude.net
Cientistas identificam família de genes que suprime vírus do herpes!
Genes TLKs desempenham papel-chave na repressão e ativação de vírus como Kaposi Herpes Vírus e vírus Epstein-Barr.
Equipe de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, identificou um gene capaz de suprimir os vírus do herpes.
A pesquisa indica que uma família de genes humanos conhecidos como Tousled-quinases (TLKs) desempenham um papel-chave na repressão e ativação destes vírus.
Sarcoma de Kaposi Herpes Vírus (KSHV) e vírus Epstein-Barr (EBV) estão presentes na pele da população mundial. Enquanto adormecida na maioria dos infectados, os vírus do herpes ativos podem se desenvolver em várias formas de câncer.
Em um artigo publicado na Cell Host and Microbe, a equipe liderada por Blossom Damania, descobriu que a supressão da enzima TLK ativa o ciclo lítico de ambos EBV e do KSHV. Durante esta fase ativa, esses vírus começar a espalhar-se e reproduzir-se, tornando-se vulnerável a tratamentos antivirais. "Quando TLK está presente, esses vírus permanecem latentes, mas quando essa enzima está ausente, esses vírus pode se replicar," afirma Damania.
KSHV e EBV são vírus transmissíveis pelo sangue que permanecem dormentes em mais de 95% das pessoas infectadas, fazendo com que o tratamento destes vírus seja difícil. Ambos os vírus são associados com um número diferente de linfomas, sarcomas e carcinomas, e muitos doentes com sistemas imunitários suprimidos estão em risco para estes cânceres associados aos vírus.
Os pesquisadores sabem que os estímulos como o estresse podem ativar o vírus do estado de dormência, mas não compreendem a base molecular do ciclo de ativação viral. Com a descoberta da ligação entre estes vírus e TLKs, Damania afirma que os investigadores podem começar a olhar para as ações moleculares desencadeadas por eventos como o estresse, e como eles conduzem à supressão das enzimas TLK.
A equipe acredita que as proteínas podem agora ser investigadas como um alvo terapêutico possível para estes cânceres associados aos vírus. Na sua função normal na célula, TLKs desempenham um papel na manutenção do genoma, reparação do DNA e montagem da cromatina, mas há muito mais para se aprender sobre a função dos TLKs.
Fonte: Isaude.net
As 4 frutas que eliminam gordura
A pera está nesse time. E a laranja -- quem diria -- também. Como assim? Ela não está cheia de calorias? E o que dizer da gordurosa amêndoa -- sim, ela é outra que elimina quilos extras. Nós vamos esclarecer direitinho essa história.Pera
Ela tem seu mérito e não só a popular maçã - na hora de enxugar os quilos extras. Pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade do Rio Janeiro -- e publicada no o Journal of Nutrition, uma das mais respeitadas revistas americanas sobre nutrição -- mostrou que as mulheres que comeram três peras por dia durante 12 semanas consumiram menos calorias e perderam mais peso do que as que não ingeriram nenhuma fruta. O estudo foi feito com 411 voluntárias entre 30 e 50 anos. A pera tem a grande vantagem de ser bem fibrosa. Concentra, em média, 3 gramas de fibras totais por 100 gramas - quase o dobro da maçã, que fornece 1,6 grama, afirma a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora da RGNutri Consultoria Nutricional, de São Paulo. Além disso, o consumo de uma unidade representa 12% da necessidade diária de fibras, que é de aproximadamente 25 gramas por dia. Ela também é grande fonte de fibras insolúveis, que estão relacionadas à prevenção de prisão de ventre e de doenças como diverticulite e câncer de cólon, completa Tânia.
Grapefruit e suas irmãs
Quer uma razão para reverenciar essa fruta? Ingerir metade de uma grapefruit ou tomar seu suco antes de cada refeição pode ajudar na perda de até meio quilo por semana, mesmo que você não mude absolutamente nada na sua dieta. Foi essa a conclusão a que chegaram os pesquisadores da Scripps Clinic, na Califórnia, uma rede de serviços de saúde sem fins lucrativos e que investe pesado em estudos. Eles acompanharam 100 obesos por 12 semanas. Passado esse período, descobriram que componentes da fruta ajudam a regular a produção de insulina, um hormônio que está intimamente ligado ao estoque de gordura. Níveis baixos de insulina também contribuem para afastar o apetite por mais tempo quando os índices estão elevados, o hormônio estimula o hipotálamo, região do cérebro que, entre outras funções, regula a fome. Se anda difícil encontrar grapefruit na sua cidade, aposte em duas outras variedades: a laranja-pera e a laranja-bahia. A sugestão é de Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, de São Paulo. Elas contêm os mesmos compostos e atuam da mesma forma no emagrecimento, garante.
Banana verde
Verdade. Nesse estágio, ela faz a balança se render graças a um amido resistente que ainda marca presença no macarrão integral, no feijão branco, na lentilha, na cevada e no pão com grãos integrais, que têm alto poder de saciedade. Esse efeito ficou mais do que comprovado em uma pesquisa americana realizada pela Universidade do Estado de Louisiana e publicada no Journal of Obesity. De acordo com o estudo, esse amido estimula hormônios que fazem o organismo se sentir satisfeito e sinalizam que é hora de parar de comer. O amido resistente também promove um aumento do peristaltismo intestinal, que pode diminuir a absorção de nutrientes e, consequentemente, de calorias, afirma a nutricionista Luci Uzelin, coordenadora de nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Outro dado: um pequeno estudo da Universidade do Colorado revelou que a queima de gordura foi 23% maior entre os pacientes que incluíram alimentos ricos nesse amido. Dá para comer banana verde? Sim. Você encontra receitas ótimas na internet ou no livro Yes, nós temos Bananas (editora Senac), de Heloísa de Freitas Valle, uma das pioneiras no uso da fruta verde como ingrediente principal de vários pratos.
Amêndoas
Esta também é de cair o queixo: um farto punhado de amêndoas, cheia de gorduras -- benéficas, diga-se -- é capaz de reduzir o peso. E não só ele: a barriga também! Isso é o que mostra um estudo realizado no City of Hope National Medical Center in Duarte, Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado no International Journal of Obesity. Em seis meses, os pacientes que adotaram diariamente 84 gramas da fruta oleaginosa (cerca de 70 unidades!) reduziram 18% do peso e 14% da medida na cintura. O colesterol ruim (LDL) também diminuiu 15% e os triglicérides, 29%. O grupo que se deliciou com as amêndoas perdeu também 56% a mais de gordura corporal em comparação com a turma que ingeriu o mesmo número de calorias na forma de carboidratos complexos, que estão nos cereais integrais, no arroz, nos pães, nas massas e nas batatas. Além das fibras, que afastam a fome por mais tempo, a amêndoa contém ômega-3, gordura do bem que ajuda a estimular os hormônios da saciedade, afirma a médica ortomolecular Heloísa Rocha, do Rio de Janeiro. Também é riquíssima em vitamina E, que regula os hormônios sexuais tanto no homem como na mulher. Nele, a amêndoa facilita a formação de massa magra. E, quanto mais massa magra, maior a queima de gordura. Nela, o mesmíssimo amido resistente evita o estoque das células gordurosas. Ou seja, o peso despenca.
Dieta - Você é o que Come - Veja pesquisa.
Pesquisa britânica de 2008 revela: sua saúde mental (e profissional) está diretamente ligada ao que você come.
Você é o que come: Em média, o cérebro de uma pessoa com peso ao redor de 65 kg é formado por: carboidratos, minerais, proteínas, gorduras e água
Sua alimentação pode ter impacto direto em sua saúde mental e, conseqüentemente, na sua produtividade profissional. Pelo menos é o que sugere uma pesquisa realizada pela Fundação Mental Health, no Reino Unido, relacionando o crescimento de distúrbios psicológicos (como depressão e hiperatividade) às mudanças da nossa alimentação nos últimos 50 anos.
O estudo - que compilou material de outras investigações na área, uma pesquisa qualitativa com mais de 2 000 adultos e entrevistas com especialistas - avaliou os hábitos alimentares do cidadão britânico e descobriu que ele é um pacote ambulante de aditivos químicos: ingere, por ano, quatro quilos deles, a exemplo dos conservantes. Adicione a isso um ritmo de vida acelerado e temos uma dieta que inclui: - mais alimentos processados (daqueles que duram muito tempo no armário da cozinha e na geladeira)
- uma variedade menor de frutas e verduras
- muito mais cereais refinados (quem se lembra de arroz integral?) e quase todos baseados no trigo
- menos peixe e muita carne vermelha
- muito mais aditivos químicos (conservantes, agrotóxicos e seus resíduos etc).
A autora do relatório, Courtney van de Weyer, diz que esse tipo de alimentação, rica em alimentos processados, provoca uma deficiência de nutrientes vitais para o organismo -- já que alguns deles são encontrados apenas na versão natural. "Além disso, há um problema extra: os alimentos processados contêm níveis altos de açúcares e gorduras trans, que são associados, em vários estudos, a problemas de saúde mental", diz.. Como nem só os ingleses modificaram os hábitos alimentares nos últimos anos -- e muitos brasileiros seguem uma dieta igualzinha à que a pesquisadora descreve --, o alerta também vale para os profissionais do lado de cá do Atlântico.
Se para os indivíduos o resultado das mudanças alimentares é uma vida menos saudável, produtiva e prazerosa, para os países o prejuízo econômico é grande. A pesquisa da Fundação Mental Health, feita em parceria com a Sustain -- ONG com sede em Londres que aconselha governos e agências reguladoras em assuntos ligados à políticas agrícola e alimentar --, enumerou os custos do problema para a saúde econômica dos britânicos. No Reino Unido, as perdas anuais em virtude de distúrbios psicológicos representam um prejuízo de 28,3 bilhões de libras esterlinas (ou mais de 49 bilhões de dólares). Para as companhias britânicas, a conta fica perto de 4 bilhões de libras anuais.
VEJA BEM...
A pesquisa britânica não encontrou evidências de que mudar sua alimentação de forma radical vai curar ou prevenir os problemas psicológicos e neurológicos. Mas indicou que uma dieta saudável diminui os sintomas e, se for necessário tomar medicação, potencializa os benefícios do medicamento, além de reduzir os efeitos colaterais.
Esses resultados, no entanto, enfrentam algumas resistências. "Faz realmente sentido associar boa alimentação ao bom funcionamento do cérebro", diz Arthur Guerra de Andrade, psiquiatra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). "Mas é arriscado afirmar que uma alteração da dieta, sozinha, teria poder para influenciar o funcionamento dos neurotransmissores [substâncias presentes no cérebro que, quando não estão em equilíbrio, podem causar a depressão, por exemplo]."
Aos médicos e cientistas que sugerem que associar dieta a doenças psicológicas é forçar a barra, Courtney van de Weyer responde: "É claro que é preciso fazer mais pesquisas. Hoje não se pode afirmar categoricamente que a depressão é causada por uma dieta pobre e que pode ser curada se você se alimentar de forma saudável. Mas dizer que não há nenhum impacto é ignorar muita investigação com evidências consistentes".
Controvérsias à parte, é inquestionável o argumento de que uma boa alimentação beneficia o organismo. "Infelizmente, não vai ser comendo melhor que vamos eliminar o mal de Alzheimer. Mas um organismo alimentado adequadamente responde melhor aos medicamentos e enfrenta com mais competência qualquer distúrbio, não só os neurológicos", diz o neurologista Pedro Paulo Porto Jr., do Hospital Albert Einstein e membro da academia americana de neurologia.
Ou seja, da próxima vez que ficar indeciso entre a lasanha congelada e a suposta "trabalheira" para preparar a receita caseira da mama, use seu cérebro e fique com a segunda opção. Seus pneuzinhos podem continuar incomodando, mas a decisão pode fazer muito por seu bem-estar psicológico.O que a pesquisa inglesa comprovou foi aquilo que sua avó já sabia: comer direito só faz bem. Inclusive para o cérebro.
TROQUE O CONGELADO PELO ORGÂNICO
- Você não precisa ter uma horta em casa para comer bem. Confira as dicas da Fundação Mental Health:
NA HORA DE COMPRAR
- Vá a feira ou a lojas de produtos naturais
- Coma produtos orgânicos. Se ficar caro para todos os dias, tente consumi-los apenas algumas vezes na semana
- Compre frutas e vegetais da estação
NA HORA DE COZINHAR
- Tente preparar você mesmo suas refeições. Sai mais barato do que congelado de supermercado. E sempre pode fazer em maior quantidade para congelar -- a diferença é que você não vai precisar de todos os conservantes que a fábrica adiciona
- Essa é do tempo da sua bisavó: lave beeeeem tudo o que você come cru
NA HORA DE COMER
- Coma cinco porções de frutas e/ou verduras por dia
- Evite as refeições feitas fora e entregues em casa. Geralmente são ricas em sal, açúcar e aditivos
- Coma peixe toda semana
- Não substitua a refeição feita com ingredientes frescos por um sanduíche só porque é mais rápido
- Tenha sempre à mão ingredientes que lhe permitam cozinhar em casa
Fonte: Você SA




































